domingo, 23 de janeiro de 2011

Rio, 19/01/2011


Como muitos, eu diria a maioria, eu estava esperando por este show há um bom tempo. Meses no mínimo. Eu acompanhei todos os boatos e especulações até o dia que foi confirmado a vinda deles para o Brasil. Porque mais que eu já esperasse, eu, como uma grande fã, fui a loucura e a partir daquele dia iniciei uma contagem regressiva até o dia em que eu finalmente veria o All Time Low ao vivo, bem perto de mim.
Eu coloquei na minha cabeça que nada iria me impedir de estar ali. Não seria a censura, o tempo, o lugar. O que fosse. Eu faria e de fato fiz tudo que estava ao meu alcance para ir a este show, porque eu tinha certeza que seria um dia inesquecível para mim. E foi. Eu sonhei com este dia várias vezes. Eu não consegui dormir na véspera. Precisei tomar um remédio e mesmo assim acordava de duas em duas horas. Foi muita ansiedade e muita expectativa.
Eles começaram o show com Lost in Stereo que era justamente a música que eu queria como abertura. Todos são bem mais simpáticos e bem mais bonitos ao vivo. Foi como um sonho. Eu por sorte consegui ficar bem próxima ao Jack e ele é super legal. Mais sorte ainda foi eu ter conseguido a palheta dele. Deus, logo eu? Eu que não ganho nem rifa na escola. Eu que sou uma das pessoas mais azaradas que eu conheço. Eu consegui a palheta do Jack!
Remembering Sunday e Poppin foram as músicas que mais me marcaram. A primeira por motivos óbvios - todo mundo cantou junto e o Alex até ficou emocionado. E Poppin, bem, essa música foi a primeira que eu ouvi deles então tem um significado especial para mim.
Apesar de curto, o show foi muito intenso. Cantei, pulei e gritei do início ao fim. Vivi aqueles momentos como se fossem os últimos da minha vida. Mas valeu a pena. Cada centavo, cada suor, cada lágrima. Foi muito melhor do que eu imaginava e do que possa descrever. A cada momento era uma surpresa. A cada momento era uma alegria. Foi realmente incrível.
Não posso deixar de agradecer a minha querida irmã que mesmo não gostando da banda, foi ao show só para que eu pudesse entrar por causa da censura. Além disso, ela tirou fotos e filmou algumas partes, enquanto eu só aproveitava. E preciso agradecê-la imensamente porque foi ela quem conseguiu pegar a palheta.

Setlist do show no Rio de Janeiro
Lost In Stereo
Stella
Break Your Little Heart
Coffe Shop Soundtrack
Keep the Change, You Filthy Animal
Shameless
Jasey Rae
Poppin’ Champagne
Six Feet Under The Stars
A Party Song (The Walk of Shame)
Damned If I Do Ya (Damned If I Don’)
Remembering Sunday
Weightless
Dear Maria (Count Me In)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Resquícios de C.H. Cony

Rio, 14/01/2011
Queria que o primeiro texto do ano fosse especial, talvez, talvez não, com certeza, este é um dos motivos que me fez adiar o exercício da escrita. Não queria algo casual, mas também não quis emendar no clichê de falar sobre o fim e o início de um ano. Seria muito óbvio neste período analisar o que já se foi e o que está por vir, e longe de mim recorrer às obviedades.
O outro motivo foi a dificuldade de transpor para o papel os diversos pensamentos e dúvidas que rondam minha mente. Infelizmente, informo que ainda não consegui êxito nesta tarefa.
Acaba que a primeira postagem (e não texto, pois o primeiro texto está perdido em alguma folha de papel perdida por aí) é sobre esta minha fase de bloqueio criativo, que em partes preciso a assumir a culpa. Não ando com muita disposição para pensar em nada. Talvez minha mente esteja nessa tal ritmo do início do ano em que tudo é feito num ritmo bem mais lento e improdutivo que o normal. Minha tendência para a procrastinação anda mais forte do nunca agora.
Quanto ao início deste ano, posso dizer que foi e, por enquanto, está tranqüilo. A única discussão que tive foi algo em torno de uma semana atrás com minha mãe, é claro. Perturbador, angustiante. Chorei muito enquanto viam, e enquanto não viam, chorei mais ainda. Passou. Não deixei que sentimentos perturbadores conturbassem minha cabeça. Dei um jeito de ignorá-los e me ocupar pensando em outras questões não tão complicadas. Desde daquela noite não se tocou mais no assunto.
Este texto ficou com num estilo Carlos Heitor Cony, não? É provável que sim, pois o último livro que li foi do próprio, então ainda estou com algumas frases e características do autor frescas na memória. Falando em livro, ando muito literária ultimamente.
Acho que no fim o texto ficou casual e previsível. Possíveis bons adjetivos para caracterizar este novo ano.