Rio, 28 de julho de 2011
É curioso esse meu medo de ser dominada pelas emoções e fazer minhas escolhas a partir delas. Não demonstro facilmente meus sentimentos, mas sou cheia deles. Vai ver que justamente por eu ser tão cheia deles, eu sinto uma estranha e louca necessidade de controlá-los e tenho medo de permitir que eles me dominem. Bem, assim vou vivendo num eterno conflito entre ser racional ou passional. Me esforço para encontrar um equilíbrio entre os dois, mas dificilmente consigo. Ora sou só razão, ora sou só emoção.
sábado, 20 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Insatisfação
Rio, 14 de agosto de 2011.
É estranho. Eu frequentemente me pego imaginando como estaria mais feliz, se estivesse em outro lugar ou se estivesse fazendo outra coisa. Isto me faz pensar que sou uma pessoa muito insatisfeita.
Eu estou sempre querendo outra coisa. Raramente o que tenho parece ser bom o suficiente. E isso é terrível! Porque sei que o tenho é bom sim. Racionalmente sei que tudo que tenho é muito bom. Mas minha tendência natural como ser-humano é ficar insatisfeita e desejar aquilo que não preciso. Desejar apenas por querer. E imaginar que preciso daquilo, quando na verdade é só um capricho. É nestas horas que penso como detesto ser da espécie humana. É nestas horas que penso que pensar é algo terrível.
Estou sempre me lembrando das coisas que não tenho ou das pessoas que não estão por perto. E é assim que acabo desvalorizando o que ou quem eu tenho.
É lembrando de quem está longe, que esqueço de quem está perto.
É pensando no que não tenho que perco o que tenho.
Essa “necessidade” que sinto de ir para outro lugar e conhecer novas pessoas é algo criado pelo lado estúpido da minha mente. É uma falha nos neurônios. Afinal de nada adianta conhecer novas pessoas, se eu continuar a mesma. Eu vou estar sempre desejando outro lugar e outra coisa.
É neste momento então que lanço um desafio a mim mesma: mudar. A partir de hoje repetirei para mim mesma como uma oração: “as coisas não precisam ser exatamente do jeito que eu quero para que eu seja feliz.”. Repetirei para que eu mesma me convença. Insistirei tantas vezes, até que o meu cérebro corrija os neurônios que criam a estúpida ideia de que “preciso” de outra coisa para ser feliz.
É preciso que eu me lembre de ser grata. Ser grata por cada um que me ama e está ao meu lado. Ser grata por cada livro e cada cd que tenho em minha estante. Ser grata pelo lugar onde estou e pela casa que tenho. Ainda que as coisas nem sempre sejam boas e que eu não tenha tudo o que desejo, as coisas poderiam ser extremamente pior. E mais do qualquer outra coisa, preciso parar de dedicar tanto tempo pensando em coisas que eu talvez nunca vá ter e em pessoas que talvez nem existam.
"Seja grato por aquilo que você tem e por onde você está. Alguns não são tão sortudos. Não se estresse. Sempre poderia ser pior." (John Ohh)
Penso que imaginar e desejar faz parte da vida. Não suportaríamos viver sem. Mas viver todo o tempo imaginando e desejando é tão insuportável quanto.
É estranho. Eu frequentemente me pego imaginando como estaria mais feliz, se estivesse em outro lugar ou se estivesse fazendo outra coisa. Isto me faz pensar que sou uma pessoa muito insatisfeita.
Eu estou sempre querendo outra coisa. Raramente o que tenho parece ser bom o suficiente. E isso é terrível! Porque sei que o tenho é bom sim. Racionalmente sei que tudo que tenho é muito bom. Mas minha tendência natural como ser-humano é ficar insatisfeita e desejar aquilo que não preciso. Desejar apenas por querer. E imaginar que preciso daquilo, quando na verdade é só um capricho. É nestas horas que penso como detesto ser da espécie humana. É nestas horas que penso que pensar é algo terrível.
Estou sempre me lembrando das coisas que não tenho ou das pessoas que não estão por perto. E é assim que acabo desvalorizando o que ou quem eu tenho.
É lembrando de quem está longe, que esqueço de quem está perto.
É pensando no que não tenho que perco o que tenho.
Essa “necessidade” que sinto de ir para outro lugar e conhecer novas pessoas é algo criado pelo lado estúpido da minha mente. É uma falha nos neurônios. Afinal de nada adianta conhecer novas pessoas, se eu continuar a mesma. Eu vou estar sempre desejando outro lugar e outra coisa.
É neste momento então que lanço um desafio a mim mesma: mudar. A partir de hoje repetirei para mim mesma como uma oração: “as coisas não precisam ser exatamente do jeito que eu quero para que eu seja feliz.”. Repetirei para que eu mesma me convença. Insistirei tantas vezes, até que o meu cérebro corrija os neurônios que criam a estúpida ideia de que “preciso” de outra coisa para ser feliz.
É preciso que eu me lembre de ser grata. Ser grata por cada um que me ama e está ao meu lado. Ser grata por cada livro e cada cd que tenho em minha estante. Ser grata pelo lugar onde estou e pela casa que tenho. Ainda que as coisas nem sempre sejam boas e que eu não tenha tudo o que desejo, as coisas poderiam ser extremamente pior. E mais do qualquer outra coisa, preciso parar de dedicar tanto tempo pensando em coisas que eu talvez nunca vá ter e em pessoas que talvez nem existam.
"Seja grato por aquilo que você tem e por onde você está. Alguns não são tão sortudos. Não se estresse. Sempre poderia ser pior." (John Ohh)
Penso que imaginar e desejar faz parte da vida. Não suportaríamos viver sem. Mas viver todo o tempo imaginando e desejando é tão insuportável quanto.
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