Rio, 23/11/2010
É bom voltar a escrever. Sinto muita falta dessa paradinha entre um suspiro e outro, para escrever uma frase. Mas às vezes me faltam palavras. A frase não nasce. E é nesse momento, que me sinto esquisita. E nesse momento que sinto falta dos sentimentos confusos e avassaladores. São estes que me fazem escrever.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Mais uma sobre amor
Rio, 23/11/1010
Estou esperando pelo dia que vou conseguir escrever um texto com mais de dois parágrafos. (E não é que consegui? Logo depois que escrevi isso, consegui desenvolver um texto grande e razoável, sem eu nem esperar ou querer. Não adianta. Tem coisas que só vem naturalmente.)

Tenho um caso de amor com o meu computador. Não quero largá-lo um minuto sequer. Isso pode soar nerd ou idiota. Ou os dois. Eu não ligo. Enquanto tiver essa máquina aqui no colo está tudo tranqüilo. Consigo me relacionar com ele de uma maneira que não consigo com ninguém. Amo-o sem esperar reciprocidade. Amo-o mesmo sabendo que ele nunca poderá ofecerer reciprocidade. Não me importo com isso. Realmente, não dou à mínima, porque isto não me faz triste. Isto não me machuca. Quem dera fosse assim com as pessoas. Por que será, que nós temos a insistência idiota em pensar que os outros devem nos amar do mesmo modo que nós? Por que esperamos por reciprocidade? Estamos sempre nos preocupando se estamos sendo amados, que às vezes esquecemos de nos perguntar, “Ei, mas eu estou amando?”. É isso que importa. Bem, é isso que deveria importar. Devíamos ficar felizes e satisfeitos ao amar, mas não, queremos mais. E quando digo nós me incluo claramente nesse sujeito. Não quero mais esperar pelo recíproco. Quero deixar o amor acontecer e que assim seja. O que é melhor, amar ou ser amado? Do que adianta receber todo o amor do mundo e não senti-lo dentro de ti? Apenas ame, e deixe que o amor aconteça.
Outro fato que me encanta, nesta relação eu+computador é que ele sabe sobre mim mais coisas do que qualquer um. Dentro desta máquinazinha existem coisas as quais creio que ninguém imagina. Tem uma parte de mim que de fato ninguém imagina. Aqui tem meu verdadeiro eu. Minhas alegrias, angústias, questionamentos... Tenho medo de mostrar. Odeio isto. Eu realmente detesto fingir que não tenho sentimentos ou opiniões todo o tempo. Isto me faz sentir patética, mas eu não consigo. Não consigo deixar esse meu lado. Já fiz muitas tentativas. Quase todas mal sucedidas. O jeito que encontrei foi escrever. O jeito que encontrei foi ser como sou quando ninguém está olhando. Só dentro do meu pensamento.
Como poderia imaginar que falando sobre computador chegaria a esse ponto. É impressionante esta capacidade que tenho, às vezes, de mudar completamente de assunto. Mas eu gosto. Para falar a verdade acho fascinante. Finalmente, achei algo em mim que acho encantador.
Estou esperando pelo dia que vou conseguir escrever um texto com mais de dois parágrafos. (E não é que consegui? Logo depois que escrevi isso, consegui desenvolver um texto grande e razoável, sem eu nem esperar ou querer. Não adianta. Tem coisas que só vem naturalmente.)

Tenho um caso de amor com o meu computador. Não quero largá-lo um minuto sequer. Isso pode soar nerd ou idiota. Ou os dois. Eu não ligo. Enquanto tiver essa máquina aqui no colo está tudo tranqüilo. Consigo me relacionar com ele de uma maneira que não consigo com ninguém. Amo-o sem esperar reciprocidade. Amo-o mesmo sabendo que ele nunca poderá ofecerer reciprocidade. Não me importo com isso. Realmente, não dou à mínima, porque isto não me faz triste. Isto não me machuca. Quem dera fosse assim com as pessoas. Por que será, que nós temos a insistência idiota em pensar que os outros devem nos amar do mesmo modo que nós? Por que esperamos por reciprocidade? Estamos sempre nos preocupando se estamos sendo amados, que às vezes esquecemos de nos perguntar, “Ei, mas eu estou amando?”. É isso que importa. Bem, é isso que deveria importar. Devíamos ficar felizes e satisfeitos ao amar, mas não, queremos mais. E quando digo nós me incluo claramente nesse sujeito. Não quero mais esperar pelo recíproco. Quero deixar o amor acontecer e que assim seja. O que é melhor, amar ou ser amado? Do que adianta receber todo o amor do mundo e não senti-lo dentro de ti? Apenas ame, e deixe que o amor aconteça.
Outro fato que me encanta, nesta relação eu+computador é que ele sabe sobre mim mais coisas do que qualquer um. Dentro desta máquinazinha existem coisas as quais creio que ninguém imagina. Tem uma parte de mim que de fato ninguém imagina. Aqui tem meu verdadeiro eu. Minhas alegrias, angústias, questionamentos... Tenho medo de mostrar. Odeio isto. Eu realmente detesto fingir que não tenho sentimentos ou opiniões todo o tempo. Isto me faz sentir patética, mas eu não consigo. Não consigo deixar esse meu lado. Já fiz muitas tentativas. Quase todas mal sucedidas. O jeito que encontrei foi escrever. O jeito que encontrei foi ser como sou quando ninguém está olhando. Só dentro do meu pensamento.
Como poderia imaginar que falando sobre computador chegaria a esse ponto. É impressionante esta capacidade que tenho, às vezes, de mudar completamente de assunto. Mas eu gosto. Para falar a verdade acho fascinante. Finalmente, achei algo em mim que acho encantador.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Fragmento de uma história
Estou tentando faz algum tempo escrever um livro. É muito mais difícil que eu imaginava, mas de vem em quando consigo alguma coisa.
- Você sabe meu nome, não minha história.
- Certo. Eu não sei sua história. Não sei por que você não me conta. Nunca quis me contar e não se atreva a dizer que não.
- Eu tenho motivos.
- Mesmo? Então me diga.
- Há muitas coisas sobre mim que você não sabe. Coisas que não você entenderia. Que não poderia entender.
E mais uma vez ela saindo pela tangente. Era especialidade.
- Eu odeio quando você faz isso.
- O que?
- Nunca responde minhas perguntas. Sempre sai pela tangente. Odeio estes mistérios. Odeio sua mania de dizer ‘talvez’. Odeio que você nunca saiba falar sobre sentimentos.
- Então, o que você ainda faz aqui?
- Eu também não sei.
Ainda estava ali porque eu a amo. Eu estive ali todo o tempo porque a amo.
- Você sabe meu nome, não minha história.
- Certo. Eu não sei sua história. Não sei por que você não me conta. Nunca quis me contar e não se atreva a dizer que não.
- Eu tenho motivos.
- Mesmo? Então me diga.
- Há muitas coisas sobre mim que você não sabe. Coisas que não você entenderia. Que não poderia entender.
E mais uma vez ela saindo pela tangente. Era especialidade.
- Eu odeio quando você faz isso.
- O que?
- Nunca responde minhas perguntas. Sempre sai pela tangente. Odeio estes mistérios. Odeio sua mania de dizer ‘talvez’. Odeio que você nunca saiba falar sobre sentimentos.
- Então, o que você ainda faz aqui?
- Eu também não sei.
Ainda estava ali porque eu a amo. Eu estive ali todo o tempo porque a amo.
Um desabafo
Estou constantemente esquecendo de preencher a data, portanto não faço ideia quando escrevi esse texto e muito menos por que não o postei antes.
Ontem chorei.
Mas não foi um choro qualquer. Foi para colocar os choros em dia, afinal já faz tempo que não o faço; Foi um desabafo. Uma forma de colocar as tristezas e desapontamentos para fora.
Sei que aquelas lágrimas e nenhuma das que estão por vir trarão soluções para os meus problemas, mas eu não ligo. Quero apenas botar um pouquinho do sinto para fora. Estou sufocada de tantos sentimentos e cansada de guardar para mim e somente para mim.
As lágrimas escorriam pelo rosto até meu pescoço. Não se ouvia nenhum som. Foi apenas como um desabafo.
Ontem chorei.
Mas não foi um choro qualquer. Foi para colocar os choros em dia, afinal já faz tempo que não o faço; Foi um desabafo. Uma forma de colocar as tristezas e desapontamentos para fora.
Sei que aquelas lágrimas e nenhuma das que estão por vir trarão soluções para os meus problemas, mas eu não ligo. Quero apenas botar um pouquinho do sinto para fora. Estou sufocada de tantos sentimentos e cansada de guardar para mim e somente para mim.
As lágrimas escorriam pelo rosto até meu pescoço. Não se ouvia nenhum som. Foi apenas como um desabafo.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Sozinha
Dói. No meu corpo, na minha mente e na minha alma.
Já não choro como antes, mas ainda continuo triste. Ainda dói muito. Posso sentir o vazio dentro de mim. Ainda é muito recente.
Fingi ver coisas que não me machucavam. Fingi estar bem. Quis poupar todos da minha dor. Não quis dividir, pois me achei capaz de lidar com ela. Estava errada.
Cansei de tantos fingimentos. Decidi escancarar tudo que me afligia e para minha surpresa só foi pior. Ninguém realmente ligou para o que eu penso. Ninguém realmente liga para o que eu penso. Estava certa quando pensei estar sozinha.
Estou mais sozinha do que nunca.
Eles dizem que me amam. Será que amam mesmo? Será que sabem o que é amor? Eu não sei definir. Na verdade não acredito que exista uma forma de definir. Amor você sente e pronto. E você simplesmente sabe quando é amor.
Bem, talvez minha forma de sentir o amor seja diferente da forma deles.
O amor não está nas palavras. Está nos gestos. Principalmente no olhar. Experimente olhar no fundo dos olhos enquanto a pessoa te olha. Tente enxergar a alma quando ela diz que te ama. Aí você saberá. Você vai sentir.
Não acredito no amor deles. Eles pensam que amam, mas não é verdade. Eu sentiria. Eu poderia ver no olhar sincero.
Já não choro como antes, mas ainda continuo triste. Ainda dói muito. Posso sentir o vazio dentro de mim. Ainda é muito recente.
Fingi ver coisas que não me machucavam. Fingi estar bem. Quis poupar todos da minha dor. Não quis dividir, pois me achei capaz de lidar com ela. Estava errada.
Cansei de tantos fingimentos. Decidi escancarar tudo que me afligia e para minha surpresa só foi pior. Ninguém realmente ligou para o que eu penso. Ninguém realmente liga para o que eu penso. Estava certa quando pensei estar sozinha.
Estou mais sozinha do que nunca.
Eles dizem que me amam. Será que amam mesmo? Será que sabem o que é amor? Eu não sei definir. Na verdade não acredito que exista uma forma de definir. Amor você sente e pronto. E você simplesmente sabe quando é amor.
Bem, talvez minha forma de sentir o amor seja diferente da forma deles.
O amor não está nas palavras. Está nos gestos. Principalmente no olhar. Experimente olhar no fundo dos olhos enquanto a pessoa te olha. Tente enxergar a alma quando ela diz que te ama. Aí você saberá. Você vai sentir.
Não acredito no amor deles. Eles pensam que amam, mas não é verdade. Eu sentiria. Eu poderia ver no olhar sincero.
Vazia
Rio, 26/10/2010
Eu estou desesperada, depressiva e cansada.
É difícil aceitar que não tenho amigos. Na verdade nunca tive.
No momento estou preenchida de vazio e o vazio me incomoda. Estou tentando não desistir. Estou tentando desesperadamente não perder a fé. Não creio que conseguirei.
Muitas vezes me peguei pensando se ser diferente é bom ou ruim. Minha opinião nunca foi clara, contudo, ultimamente vivi momentos que puseram fim às minhas dúvidas. Ser diferente é bom. É difícil, mas é bom. É preciso muita coragem para não se corromper. Vamos ver se conseguirei ser forte.
Eu estou desesperada, depressiva e cansada.
É difícil aceitar que não tenho amigos. Na verdade nunca tive.
No momento estou preenchida de vazio e o vazio me incomoda. Estou tentando não desistir. Estou tentando desesperadamente não perder a fé. Não creio que conseguirei.
Muitas vezes me peguei pensando se ser diferente é bom ou ruim. Minha opinião nunca foi clara, contudo, ultimamente vivi momentos que puseram fim às minhas dúvidas. Ser diferente é bom. É difícil, mas é bom. É preciso muita coragem para não se corromper. Vamos ver se conseguirei ser forte.
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