“O Eremita é um ser solitário. Protegido das ações do mundo e prudente em seu agir. Um ser assim não toma partido e não mergulha embriagado na coletividade humana. Com sua sobriedade busca a síntese e a paz. Esta busca requer prudência e análise profunda. Requer a solidão.”
Fonte: Blog do Samine: A solidão do Eremita
Ao meu entender o Eremita é um ser que não associa solidão a um problema ou a melancolia, como a maioria por ai. Ao contrário é nela onde encontra a paz e a verdade. Achei algo tão bonito e mais do que isso me identifiquei.
É claro que não sou tão espiritualizada a ponto de viver completamente sozinha e ser tão compreensiva (pelo menos não ainda), mas não vejo a solidão como um problema. São nos meus momentos de solidão que consigo os meus melhores textos e idéias. São nesses momentos que me conheço melhor.
Quando estou cercada por muitas pessoas durante muito tempo entro numa espécie de colapse. Nunca tive essa tendência à coletividade e a convivência. Para mim é muito mais conveniente me isolar do que encarar a enxurrada de opiniões e pensamentos alheios. As pessoas são muito difíceis e eu acho que só vale pena tentar aproximação se elas forem realmente interessantes ou se despertarem alguma coisa em você. Com isso me afasto. A cada dia que passa me sinto mais distante das pessoas... Pessoas queridas e outras nem tanto, mas simplesmente distante de pessoas.