sexta-feira, 23 de julho de 2010

Não sou sexo, drogas e rock n' roll


“Não fumo, não bebo, não tenho saco para fazer social, não minto para ser aceito.”
Não é questão de ser politicamente correta. Não sou do jeito que sou por pedido dos meus pais. É evidente que esse fator desse ser levado em conta, mas já estou em um ponto que tiro minhas próprias conclusões.
Sei que esse ponto de vista será considerado chato e hipócrita por muitos. Honestamente nunca esperei que as pessoas tivessem a mesma opinião e não tenho a pretensão de dizer o que é certo ou errado.
Não condeno pessoas radicais, liberais. Na realidade talvez um dia eu até seja um delas. Penso que se elas fazem o que desejam fazer e se sentem bem estão em seu direito. Entretanto isso não significa que eu concorde com o que elas fazem.
Vejo pessoas saindo por aí dizendo “curtir a vida”. Bebida, sexo, drogas, ousadia e tudo sempre em excesso, claro. Acho estranha essa forma de “curtir a vida”, pois eu consigo ser feliz fazendo o que quero fazer sem excessos. Na realidade filmes, livros, chocolates e talvez uma boa companhia já seja o suficiente para mim. Provavelmente as pessoas me enxergam como careta, ou uma anti-social, e de fato eu sou. Mas a questão não está em reprovar pessoas extrovertidas ou sociáveis, o que eu recrimino é essa idéia de que para alcançar a intensidade precisa-se do excesso.
Posso dizer que diariamente alcanço o ápice do prazer, do conforto e da felicidade sem precisar de excessos. Faço o que quero fazer e para isso não preciso de overdoses.
Às vezes me pego pensando: “Será que sou a única que pensa assim? Bem, talvez o problema esteja em mim”, mas depois repenso e percebo que não há nada de errado.
De repente isso vá da necessidade de cada um. Mas por enquanto defendo essa idéia de uma vida intensa, porém desacelerada.

Nota: E ao próximo infeliz que me chamar de careta como se isso fosse uma crítica, receberá um tapa na cabeça.