sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Mundo Pré-Vestibular

Rio, 4 de fevereiro de 2013.


Não é fácil fazer escolhas. Abrir mão de coisas que gosto e que julgo importantes é um grande desafio para mim. Pragmatismo nunca foi algo de minha natureza, mas com o tempo estou aprendendo, lentamente, a praticá-lo. Me parece que saber abrir mão de determinadas coisas e se conformar que realmente (e infelizmente) não se pode ter tudo de uma vez faz parte do árduo processo de crescimento. O que me consola nessa história toda é pensar que o futuro é amorfo. Que aquilo que deixei para trás hoje pode ser recuperado amanhã. Uma infinidade de boas coisas podem estar na contramão.
Mas eu sofro. Sofro muito (e também choro muito) durante o processo de escolha. É doloroso dar costas para algo ou alguém que ainda se gosta. Raramente tenho convicção de que estou tomando a melhor decisão, de que não vou me arrepender. Eu tento ser a mais analítica e objetiva possível, mas em equações que envolvem sentimentos não há uma resposta exata. E é exatamente aí que está a dificuldade.
Sei que, por ser meu ano de vestibular, minha prioridade deve e, de fato, serão os estudos. Mas não consigo aceitar que terei que abrir mão de tudo aquilo que me faz bem e me conforta em prol de uma vaga na universidade. Eu sempre pensei que a vida é muito mais do isso. Eu sempre acreditei que a vida não se resume a um único momento, a um único dia e, menos ainda, a uma única prova.
Não há só um caminho. Há diversas possibilidades.