segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Uma prosa sobre uma nova paixão

Rio, 24 de fevereiro de 2014. (obs.: final do Rio Open, primeira edição, vencida pelo Nadal).

               Há uns três anos que me aventuro a acompanhar, eventualmente, partidas de tênis. Descobri o charme desse esporte inglês e, desde então, tenho me esforçado para aprender um pouquinho sobre suas regras, seu vocabulário e seus praticantes.  Contudo, foi somente nos últimos cinco meses que observei uma nova paixão (quase vício) surgir.
                Chego até a pensar que, se houvesse vivido essa amor durante a infância, poderia ter sido não apenas uma expectadora, mas também uma jogadora. Hoje, no auge do meu sedentarismo (pois é, com apenas 18 anos, olha como a situação está feia), e com a minha eterna ausência de habilidades manuais, além do detalhe de que não sou metida a competições, não há a mais ínfima possibilidade de tentar aprender a jogar. Minha única experiência com a bolinha verde foi com os 15 anos. Fiquei não mais do que meia hora tentando sacar e, como resultado, não consegui fazer a bola passar da rede sequer uma vez. Só consegui terminar o dia com o braço um tantinho dolorido. Enfim, foi o suficiente para mim. Me contento em ser apenas uma fã e admiradora do esporte.
Pausa para devaneios. Admito que gosto de imaginar que, em alguma outra vida, fui/poderei ser uma jogadora de tênis. E vou mais longe na confissão:  estou vivendo um paixão platônica por jogadores de tênis. Basta saber que o sujeito vive nas quadras, que meu coração já bate mais forte.
Tênis assumiu (creio que de maneira definitiva) o honrado posto de meu esporte favorito. Se é que eu tinha algum. Acho que não sabia o que era amar um esporte, até descobrir o tênis. Afinal, vivendo no país do futebol e convivendo com um pai que trabalha com futebol, gostar de futebol é uma assimilação por osmose.
O prazer de passar algumas horas (seja durante a manhã ou a madrugada, não há hora para se perder um jogo) admirando uma boa partida de tênis entrou para lista das coisas que mais gosto de fazer. E espero que assim seja e permaneça. Até o dia em que eu possa assistir Wimbledon – meu torneio preferido, desde o princípio – de dentro da arena.

Minha ordem de preferência entre os (atuais) top 8: Federer (rei) > Djoko (amor eterno e a primeira vista) > Wawrinka (sofrido do jeito que gosto) > Nadal (louco por vitória, o que irrita, mas é amável) > Berdych (uma simpatia) > Murray (relação conturbada, às vezes, adoro, às vezes, detesto) > Ferrer (admiro, porém não curto muito) > Del Potro (juro que não é por ser argentino, mas tenho implicância com o moço).

Menções honrosas: Bellucci (sim, eu gosto dele!), Juan Monaco (tá aí um argentino que eu gosto e muito), Pablo Andúrar (joga bonito, merece reconhecimento), Dolgopolov (é feio demais o bichinho, mas eu gosto dele), Fabio Fognini (nervosinho, enfezadinho, me identifico, por isso, gosto).

           Um último detalhe: não só lamento não ter visto Guga jogar, como lamento só ter descoberto esse amor, após a partida do meu avô. Sei que ele gostava do esporte, talvez não tanto quanto eu, mas, certamente, perdi a chance de assistir partidas e conversar um pouco sobre isso com ele. Coisas da vida...