Estou tentando faz algum tempo escrever um livro. É muito mais difícil que eu imaginava, mas de vem em quando consigo alguma coisa.
- Você sabe meu nome, não minha história.
- Certo. Eu não sei sua história. Não sei por que você não me conta. Nunca quis me contar e não se atreva a dizer que não.
- Eu tenho motivos.
- Mesmo? Então me diga.
- Há muitas coisas sobre mim que você não sabe. Coisas que não você entenderia. Que não poderia entender.
E mais uma vez ela saindo pela tangente. Era especialidade.
- Eu odeio quando você faz isso.
- O que?
- Nunca responde minhas perguntas. Sempre sai pela tangente. Odeio estes mistérios. Odeio sua mania de dizer ‘talvez’. Odeio que você nunca saiba falar sobre sentimentos.
- Então, o que você ainda faz aqui?
- Eu também não sei.
Ainda estava ali porque eu a amo. Eu estive ali todo o tempo porque a amo.