Rio, 30 de julho de 2011
Sou uma amante e profunda admiradora das palavras. Acho incrível como o ser-humano conseguiu criar uma forma tão única de comunicação. É fantástico pensar na abundância de palavras e idiomas existentes. É maravilhosa essa capacidade que a língua tem de criar e se reinventar. Não querendo desmerecer a física ou a matemática, mas a verdade é que sem as palavras nada mais existiria.
“We must think, and for thoughts we need words.” (O filósofo de “Vivre sa vie” por Godard)
Eu me preocupo muito com as palavras e com o significado delas. Acredito que elas têm um peso enorme por isso é preciso ser cuidadoso com a escolha de suas palavras. Quero dizer, algumas frases podem significar o mundo para alguém. Me espanta a facilidade com que as pessoas dizem “eu te amo” hoje em dia. É clichê dizer, mas concordo quando alguns dizem que banalizaram o “eu te amo” e o falam como se fosse “bom dia”. É como se o amor tivesse se tornado algo simples e banal. Eu acho amor uma palavra muito forte para ser dita tão facilmente. E não somente isso... As pessoas falam impulsivamente e se esquecem que suas palavras têm uma enorme responsabilidade. Eu procurar encontrar palavras que melhor representem o que eu realmente penso e sinto, por mais que seja difícil. E não estou falando aqui sobre sinceridade. Não é questão de sinceridade, é que questão de querer se expressar claramente. Afinal um eu te adoro, não é um eu te amo. E eu quero, não é o mesmo que eu te quero.