Rio, 14 de julho de 2011.
Quase tudo que escrevo sinto que é pessoal demais para ser exposto. Meus textos revelam partes de mim que ainda não sinto que devam ser expostas. Tenho medo que saibam demais e me entendam demais. Não quero ser previsível e muito menos compreensível. Gosto de mistérios. Não escrevo com o objetivo de ser realmente lida por alguém. Escrevo para que eu possa me ver. Para que eu me entenda, ou ao menos tente me entender. Só assim, estarei pronta para me expor.
Essas páginas e linhas estão recheadas de segredos. Revelam minhas paranóias, delírios e mistérios. Imagine se alguém lê? Não. Não imagine. O que está escrito aqui é para ser lido apenas uma vez e por apenas uma pessoa.
Não é por acaso que o titulo do blog sempre foi “Queime depois de ler”.