Rio, 26 de fevereiro de 2012.
Aproveitei a atualização do layout do blog para dar uma olhada nos posts antigos. E, como era de se esperar, eles estão recheados de erros de digitação e erros gramaticais. Céus, o que se passava na minha cabeça? Eu era tão profundamente dramática e escrevia de forma tão detestável. São nesses momentos que eu mais do nunca espero que ninguém leia este blog. Mas, alguns deles são bons. Dramáticos, mas bons. Alguns conseguem até ser claros e objetivos.
Apesar de isso tudo, eu não pretendo apagar nenhum desses textos. Isso mesmo que você leu. Por mais detestáveis e medíocres que alguns sejam, eles são parte de mim. Ou foram parte de mim. Eles demonstram a pessoa que fui e que também ainda sou. Esse blog, não intencionalmente, acabou como um material para autoconhecimento. O objetivo não é que os textos fiquem esteticamente bonitos e que sejam objetivos, o objetivo é expressar meus sentimentos e opiniões que de certa forma eu não consigo expressar diariamente. Por isso, se eu apagasse esses posts, eu sentiria como se estivesse varrendo a sujeira para debaixo do tapete. Tentando esconder aquilo que não é tão agradável. Seria como se eu estivesse tentando enganar a mim mesma. E eu não posso esconder de mim mesma quem eu fui e quem eu sou.
E, além disso, o que ou quem garante que no futuro este mesmo texto não vai entrar para minha categoria de ‘detestável’? É incontável dizer o número de vezes que mudei de opinião sobre mim mesma. Quantos milhares de vezes eu pensei que o que eu estava fazendo era bom e, no fim, acabei achando essa mesma coisa uma ideia horrível?